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Poema

Meia légua, meia légua
Meia légua para a frente,
Pelo Vale da Morte
Cavalgavam os seiscentos

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Em frente a Brigada Ligeira!
Carregar sobre os canhões!
Pelo Vale da Morte
Cavalgavam os seiscentos.

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Para a frente a Brigada Ligeira!
Há algum homem aterrado?
Não que os soldados não soubessem
Que alguém se tinha enganado;
Mas não lhes competia responder;
Não deviam raciocinar;
Cabia-lhes obedecer e morrer:
Pelo Vale da Morte
Cavalgavam os seiscentos.

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Canhões à direita deles,
Canhões à esquerda deles,
Canhões em frente deles,
Disparavam e atroavam
Desfechavam tiros e granadas.
Com ousadia e perícia eles cavalgavam,
Para as garras da morte,
Para a boca do inferno
Cavalgavam os seiscentos.

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Brilham os seus sabres desembainhados
Brilham ao rodopiarem no ar
Lançando-se sobre os artilheiros
Carregando sobre um exército, enquanto
O mundo inteiro se assombra:
Mergulhados no fumo da bateria
No meio das fileiras que abriram;
Cossacos e russos
Vacilam sob as estocadas
Despedaçados e divididos.
Depois regressam a cavalgar, mas não,
Não já os seiscentos.

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Canhões à direita deles,
Canhões à esquerda deles,
Canhões em frente deles,
Disparavam e atroavam
Desfechavam tiros e granadas.
Enquanto cavalos e heróis tombavam,
Eles que tinham lutado tão excelentemente
Dir-se-ia virem de entre as garras da morte,
De regresso da boca do inferno,
Os que deles sobreviveram
Os que restavam dos seiscentos

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Quando poderá a sua glória empalidecer?
Oh, a carga louca que eles fizeram!
Todo o mundo se assombrou.
Honra à carga que fizeram!
Honra à Brigada Ligeira,
Nobres seiscentos!

-Lord Alfred Tennyson: The Charge of the light brigade

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Se você achou idiota e estúpido o texto, você deveria se perguntar: “Eu faria isso?”

Porque sim.. esse poema é real.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Carga_da_Brigada_Ligeira

Que os números não mentem todo mundo sabe… Aqui está uma das últimas pesquisas feitas:

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Cursinho… 1 dia…

Eu que sempre chinguei o Integral… Que nínguem dava informação nenhuma… Que as apostilas chegavam sempre atrasadas (até hoje alguma deve estar faltando)… Realmente achei que isso iria mudar no cursinho de outro colégio…

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Mas não! É claro que hoje eu fui lá no Oficina totalmente perdido, era até engraçado vc olhar pras pessoas e ver q todo mundo tava perdido, passei a manhã inteira lá… Não recebi o material, a última aula do dia não teve e o coordenador teve que ficar lá fazendo a gente perder tempo, e ainda não tive nenhuma aula a tarde.. melhor.. eu durmi toda a tarde… AHuhAhuau

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Ah… adoro ter que acordar as 5:40 todo dia… vai dizer que não é algo… incrível?

*Depois de 10horas escrevendo, ainda falta revisar o texto, está cheio de erros de digitação… não me chinguem.. já irei arrumar*

.Nada melhor que começar, de verdade, o blog falando sobre música… Melhor ainda se envolver mistérios e, é claro, uma boa música. Para começar o assunto, e o blog, escolhi o álbum “The Dark Side of the Moon” do pink floyd, que é, sem dúvida, a obra-prima deles. Fiquem sentados na cadeira porque esse post será longo…

Capa do álbum "The dark side of the moon"

Para que todos possam ter uma noção da grandiosidade desse álbum, vou falar algumas coisas relevantes… Esse disco é considerado como um dos mais misteriosos dentre todos já produzidos.. Está entre 2° e 4° lugar entre os discos mais vendidos de todos os tempos (a posição varia de acordo com a fonte pesquisada)! Foi  o primeiro, ou um dos, discos gravados no sistema quadraphonico, precursor da tecnologia 5.1, ou 7.1, dos atuais home theaters! Isso há quase 40 anos! Essa gravação quadraphonica garante modernidade até hoje na gravação do disco, já que até hoje pouquíssimos álbuns saem gravados em múltiplos canais…

Esse não é um álbum comum.É um sucesso de vendas até hoje e existem muitos mistérios sobre ele.. Alguns podem ser verdade, outros apenas mitos… Mas chega de blablabla e vamos falar da música, letra e dos mistérios logo de uma vez..

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O álbum é dividido em 2 partes ou períodos, como preferir. O primeiro período faz referência desde o feto até a juventude, enquanto o segundo período faz referência à maturidade até a morte.Essa divisão dos períodos é bem mais visível nos discos de vinil, que tinham lado “A” e lado “B”, em que o lado “A” representava o primeiro período e o lado “b” o segundo período.  Nos cd’s, porém, a divisão de períodos também existe, mas deve-se pela interpretação das letras, já que  cd’s possuem somente um lado de leitura.

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Lado A do disco de vinil

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Lado B do disco de vinil

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.A primeira música do álbum é a curta “Speak to me” que representa o feto dentro do útero. A música começa com sons de sístoles e diástoles e, sem seguida e ao fundo, sons marcantes das próximas músicas do álbum. Você ouvirá  sons de caixas registradoras, relógios, aviões e risadas, como se quisesse mostrar ao feto tudo que virá pela frente em sua vida. E, pra finalizar, você ouvirá o grito da Claire Torry, que representa a dor da mãe na hora do parto.

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A segunda música começa quase que sem divisão sonora pra primeira (como se fossem a mesma música) essa música é a “Breathe” (que pode ser dividida em 2 partes imaginárias… enquanto a primeira estrofe é inoncente, a segunda representa a malícia do mundo) que com um ritmo bem calmo e suave simboliza o início da vida. Logo no primeiro verso a letra diz “Breathe, Breathe in the air” que, não coincidentemente, é o primeiro passo que você tem que dar, respirar. Em seguida vem:

“Look around and choose your own ground
For long you live and high you fly”

...Este é um conselho, muito inocente sobre a vida, irei interpretar da minha maneira:  Esses 2 versos afirmam que para que você possa ter uma vida boa e feliz você deve seguir o seu próprio caminho, sem deixar que os outros te influenciem….

Ainda nessa mesma música, a segunda estrofe começa de forma muito diferente, de modo mais realista.

“Run rabbit run
Dig that hole, forget the sun,
And when at last the work is done
Don’t sit down it’s time to dig another one
For long you live and high you fly
.”

Perceba que objetivo do trecho é o mesmo: alcançar uma vida boa e feliz, no entanto os conselhos são outros. Enquanto na primeira estrofe bastava você seguir o seu próprio caminho, aqui não. Nesta estrofe está claro que para alcançar o objetivo não basta você seguir seu caminho, você tem de trabalhar duramente, sem parar e sem esperança,ou sem esperar algo em troca (“forget the sun” – o sol é considerado algo possitivo, é luminoso e essencial à vida.). Essa música ainda tem algo muito interessante que é a comparação dos versos de mesmo número da primeira e da segunda estrofes. Eles possuem idéias opostas.

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Acaba a segunda música, começa a Terceira (que possui varias interpretações)… “On the Run” é quase totalmente instrumental, tem apenas uma fala de um homem:

Live for today, gone tomorrow, that’s me

Junto com os sons da canção (sons de aeronaves, voz de locutora de aeroporto, sons de homem correndo), o seu ritmo frenético,  nos permite interpretar ela como sendo o modo de agir de muitos jovens que querem tudo pra agora, querer viver o momento e não deixar nada pra depois… (lembram-se? Ainda estamos no lado ‘A’: o lado que representa a juventude)…
Outras interpretações que existem envolvem a correria do mundo, que os passos na musica eram de um homem atrasado para o seu voo, e o som da aeronave que derrepente se silencia é a explosão da mesma. E que simboliza a sorte. Uma vez que, depois do silêncio da aeronave, os sons do passo do homem voltam a surgir. Ou seja: O homem escapou da morte por sorte.

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A quarta música é a que tem um som mais doido, maluco de todas as músicas do pink floyd… é a “Time” que possui uma letra que, aparentemente, contradiz uma das interpretações da música anterior, mas é aparentemente apenas.  A música começa com um som alto e relativamente demorado de vários tipos de relógios tocando que, particularmente, sempre me assusta quando toca (já que o fim da musica anterior é bem calmo)… Mas a letra é muito bonita e nos faz refletir sobre o que fizemos ou iremos fazer com nosso tempo… Como ainda estamos no lado “A” do disco, essa letra fala sobre a juventude.
Deixe eu explicar melhor a minha interpretação da música anterior para que ninguém ache que nessa nova música haja uma contradição: A grande maioria dos jovens querem curtir o momento, se divertir sempre, tudo o que for bom para o MOMENTO/FASE queremos fazer agora, hoje… nunca amanhã. É ai que está a diferença para a letra dessa música, aqui a música fala sobre oportunidades futuras, trabalho e outras coisas (já que o lado ‘A’ já está acabando.. estamos perto da maturidade, novos compromissos existirão, a vida tem outro foco nesse período da vida…). Vamos para a letra:

Tired of lying in the sunshine staying home to watch the rain
You are young and life is long and there is time to kill today

Sem maiores problemas para entender… Aqui a letra mostra um jovem tedioso, ocioso, e que vai deixando os compromissos, as oportunidades importantes para o amanhã, e vão sempre adiantando elas, mas nunca as fazem, afinal o jovem pensa que ainda é jovem tem muito tempo para fazer qualquer coisa…

Em seguida vem:

“And then one day you find ten years have got behind you
No one told you when to run, you missed the starting gun”

Aqui é o momento em que o jovem percebeu o tempo que ele perdeu em sua vida… Ele adiantou por tanto tempo os seus compromissos que agora ele está em desvantagem em relação aos outros… (Comentário a parte: São esses 4 versos que me fizeram criar esse blog e começar a mudar algumas coisas em minha vida…)

Continuando na mesma música:

“And you run and you run to catch up with the sun, but it’s sinking
And racing around to come up behind you again
The sun is the same in a relative way, but you’re older
Shorter of breath and one day closer to death”

Enquanto nos versos anteriores o jovem apenas percebeu o tempo perdido, aqui ele está começando a tentar mudar desesperadamente (Note a repetição da palavra “run”). Vale lembrar que o “sun” é uma metáfora para “oportunidades”, ou seja: O jovem corre desesperadamente contra o tempo perdido, mas ele já perdeu muitas oportunidades e essas não voltarão. Porém, outras oportunidades irão vir, mas ele já se esforçou tanto para recuperar o tempo perdido em sua vida que agora elas estão mais difíceis para se alcançar…

Ainda em “time” temos a última estrofe:

“Every year is getting shorter, never seem to find the time
Plans that either come to naught or half a page of scribbled lines
Hanging on in quiet desperation is the English way
The time has gone, the song is over, thought I’d something more to say”

Bem.. aqui, aquele jovem, inexperiente é substituído pela mesma pessoa, só que agora mais velha e experiente… Aqui a música já no final nos mostra aquela sensação que nós jovens já temos, mas ouvimos muito mais dos mais velhos… Que a cada ano que passa, nós temos a sensação que o ano está mais curto.. Seguido pelo verso em que o velho relembra de suas oportunidades e planos perdidos durante toda a sua vida. No terceiro verso, vem uma crítica aos compatriotas de Roger Waters (vocalista e compositor da música) que para nós brasileiros é meio difícil de compreender… Mas, o último verso da música é incrível! A ironia utilizada é incrivelmente inteligente. Seguindo tudo o que a música dizia, esse verso confirma que o tempo não perdoa. Até mesmo quem escreveu a música sofre com isso, tanto é que a música seria para ser maior, mas o tempo não permitiu. I-N-C-R-Í-V-E-L a inteligência de Roger Waters nesse último verso, não?

Bem… a análise desse música foi bem grande, não? Podia ser maior.. Eu não citei nada sobre a primeira estrofe dela, nem sobre o verdadeiro final dela, já que depois desse verso maravilhoso começa uma reprise da música “Breathe”… Mas, chega! Vamos para 5ª música!

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“The Great gig in the sky” (gig = espetáculo) é maravilhosa. Seguindo o princípio de “On the Run”, essa música possui uma letra bem pequena, ficando a sua grandiosidade pelo instrumental e pelos gritos de Clarre Torry… Essa é a última música do lado ‘A’ e , portanto, é a música que marca a transição entre a juventude e a maturidade. Mas vamos analisar a pequena letra:

“And I am not frightened of dying, any time will do I don’t mind.
Why should I be frightened of dying? There’s no reason for it, you’ve gotta go sometime.
I never said I was frightened of dying

Essa letra é falada com o fundo de poucos instrumentos e é o que a maioria das pessoas falam e escutam a respeito da morte, a clássica: “Um dia todos nós vamos morrer mesmo….”. Mas, logo após falarem essas palavras, começa o vocal de Clairre Torry que , para quem não conhece, é um vocal amedrontador que nos faz arrepiar até o último fio… Agora vem a interpretação: Porque tem esse vocal? Simples, pois é a maneira de mostrar o verdadeiro sentimento das pessoas sobre a morte: o medo, a incerteza.

A interpretação não acaba por ai. Temos mais uma coisa para analisar nessa música: o título. “The Great gig in the sky” meio subjetivo demais não? Afinal, o que seria esse “Grande espetáculo no céu”? Bem, está ai o toque místico da música… Representa o modo que as pessoas explicam coisas sem respostas (como a morte) atribuindo isso ao céu, exemplos: religiões, extraterrestres, esoterismo etc…

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Pra falar a verdade.. já estou cansando de escrever. E é só agora que viramos o disco e chegamos no lado “B”! Vamos continuar… É aqui que começa a nova fase na vida, a maturidade. Nada melhor que iniciar esse outro período com o tema “Dinheiro”, que está associado com a maturidade pelo simples fato de que quase todos nós somos pessoas materialistas, e que passamos a vida inteira em busca dele…  A sexta música vem aí! “Money” é outra musica bem malukete.. Ela começa com sons de caixas registradoras, moedas e papéis… E possui uma estrutura repetitiva… O primeiro verso das 3 estrofes nos dá uma primeira impressão que a estrofe vai dizer que é algo ruim, mas essa idéia logo é negada com a continuação das estrofes… Vamos pegar a letra logo…

A primeira estrofe começa com o seguinte verso: “Money, get away” Em uma primeira impressão, parece que é uma sugestão de que o dinheiro é algo ruim e que não devemos dar tanta importância para ele.. Mas isso logo muda o restante da estrofe:

“Get a good job with more pay and you’re o.k.
Money it’s a gas
Grab that cash with both hands and make a stash
New car, caviar, four star daydream
Think I’ll buy me a football team

Pronto, idéia totalmente nova, agora podemos compreender o significado real.. A palavra “combustível” mostra que o dinheiro é o que mantém o mundo atual em movimento, sem ele tudo pára. A Primeira estrofe também começa a sugerir que o dinheiro tras felicidade por meio dos bens materiais…
A segunda estrofe é semelhante: “Money get back” novamente sugere que o dinheiro é algo ruim, mas, denovo, o restante da estrofe mostra que não.

I’m all right jack keep your hands off of my stack
Money it’s a hit
But don’t give me that do goody good bullshit
I’m in the hi-fidelity first class travelling set
And I think I need a Lear jet

Nesse trecho da estrofe, a idéia anterior é mantida, porém é acrescentada uma nova idéia: A de que o homem busca o dinheiro incessantemente, nunca está contente com o que tem, mesmo sendo milhões e milhões de dólares… Para quem não sacou: “I’m in the hi-fidelity first class travelling set / And I think I need a Lear jet” Ou seja, a pessoa viaja só em primeira classe, mas não é suficiente, agora é preciso ter um jatinho só para ele.
Na terceira estrofe temos novamente a regra: “Money it’s a crime” aqui parece que acumular dinheiro é um pecado, mas logo em seguida:

Share it fairly but don’t take a slice of my pie
Money so they say
Is the root of all evil today
But if you ask for a rise it’s no surprise that they’re giving none away

A contradição aqui é um pouco mais confusa/complicada.. O crime que ele cita no primeiro verso pode ser interpretada novamente pelo materialismo exagerado, onde o dinheiro não é repartido, a pessoa pode até concordar em repartir o dinheiro dos outros, mas não o dela: “Share it fairly but don’t take a slice of my pie Essa mesma idéia está nos dois últimos versos dessa estrofe, onde diz que o dinheiro é o que traz a maldade, mas se você tentar repartir esse dinheiro com quem tem muito, não conseguirá nada.

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Essa próxima música, a 7ª, é, junto com ‘the great gig in the sky’, uma das mais bonitas de todo álbum… Essa é a “Us and them”. Pelo nome já da para perceber que essa música trará muitas divergências(não somente na letra, mas no próprio ritmo também).. E ,como estamos no lado ‘B’, é uma música que fala sobre a maturidade, o tema dessa é a Guerra. Aqui, com uma letra muito bonita e com um instrumental muito bem equilibrado, a música nos faz refletir como a vida de muitas pessoas não tem valor nenhum para outras pessoas: a diferença entre viver e morrer pode estar na voz do comandante. Essa idéia se comprova com os primeiros versos da música:

“Us, and them
And after all we’re only ordinary men
Me, and you
God only knows it’s not what we would choose to do
Forward he cried from the rear
And the front rank died”

Ou seja: O comandante, um oficial letrado, ordena que sua tropa, formada por homens simples, com pouco conhecimento, avance no terreno de batalha, mas todos morrem, apenas por causa de uma palavra que ele disse: “avançar”.

“And the Generals sat, and the lines on the map
Moved from side to side
Black and blue”

Em seguida a música cita o general, 2° maior oficial em todo exército, que com um conhecimento ainda maior começa a criar uma estratégia com seus mapas, mas ele faz tantos rabiscos que nem nínguem mais pode entender, só ele mesmo. E todas as vidas de seu exército são duas cores: Azul e preto.

“Haven’t you heard it’s a battle of words”

Aqui, nos mostra claramente que uma guerra, na verdade, é um conflito de ordens dos oficiais, basicamente ganha quem der as melhores ordens

“Down and Out
It can’t be helped but there’s a lot of it about
With, without
And who’ll deny it’s what the fighting’s all about
Out of the way, it’s a busy day
And I’ve got things on my mind”

Aqui, a música continua com a lógica anterior de que quem faz a guerra são poucas pessoas, mas essas quase nunca são afetadas. E, muitas vezes, essas guerras são por motivos estúpidos: Out of the way, it’s a busy day / And I’ve got things on my mind

Para acabar essa música:

“For want of the price of tea and a slice
The old man died”

Aqui, voltamos ao pensamento de que as pessoas mais ricas, mais importantes, pouco se importam com os mais simples. Dificíl essa compreensão, não? Vamos lá: “For want of” não pode ser traduzido ao pé da letra, pois é uma expressão em inglês que , na verdade, quer dizer algo como: ‘Por deixar de saber’

“Tea and slice” simbolizam a base alimentar de um indivíduo. Sabemos que sem comida e bebida, nínguem sobrevive. No entanto, a cada ano menos comida sobra e, com isso, maior o preço, o que dificulta ao pobre se alimentar para viver…

Já a elite, pouco se importa com o preço do alimento, compra e come sem fazer qualquer tipo de pergunta até que morre, de velhice. Já o pobre morre, de fome.

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Vamos para a 8ª música do álbum.. ta acabando!! Essa é a “Any color you like” que , como algumas outras, é apenas instrumental.. Essa, no entanto, não tem nem vozes de fundo… Então uma interpretação dessa música é bem difícil e podem haver de muitas formas diferentes… Existem 3 grandes teorias sobre essa música.. a interpretação delas se deve pelo título da música… A primeira interpretação bem conhecida é que a música simboliza a falta de opção na vida do humano, qual o motivo para isso? É a de que, talvez, o título dessa música seja inspirado em um mito sobre uma fala de Henry Ford: “You can paint it any color, so long as it’s black” Ou seja: na verdade, você só tem uma opção.
A segunda possível interpretação,e que eu acho a mais plausível, foi sugerida pelo próprio Roger Waters(Membro do Pink Floyd, mas que não participou da composição dessa música) é a que essa música reflete a melancolia e sofridão de algumas pessoas, uma vez que se você pedir para uma pessoa escolher uma cor, a chance dela escolher “blue” é bem maior do que qualquer outra cor, e, como sabemos “blue” também significa depressão, melancolia…
A terceira teoria é a de a música nos reflete a capa do álbum, que é um feixe de luz monocromatico passando por um prisma que divide esse feixe nas cores do espectro visível.. Ou seja, escolha uma cor da capa do álbum…

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A 9ª música do album é a “Brain Damage” que possível um “mistério” grandioso nela.. Mas esse mistério só irei contar no post de amanhã, hoje vamos apenas analisar as letras e as sonoridades… Durante a música, pra reforçar a idéia de ‘loucura’, são executados diversas risadas maluketes…

“The lunatic is on the grass
The lunatic is on the grass
Remembering games and daisy chains and laughs
Got to keep the loonies on the path”

Aqui há a repetição do “The lunatic is on the grass”, quase tudo que se repete é algo importante.. Aqui essa repetição é pra reforçar a idéia de liberdade vivenciada pelo lunático, maluco. Não entendeu? Simples.. a idéia está em pensar nas placas “Não pise na grama”, portanto, o lunático tem liberdade pra pisar na grama, idéia que é reforçada com a repetição do verso.

Logo em seguida vem uma dura crítica ao movimento hippie, ainda forte na época. “Daisy chains” é anéis, colares, tiaras feitas de flores… algo bem hippie. Ou seja: Waters está afirmando que os malucos de hoje foram os hippies do passado…

“The lunatic is in the hall
The lunatics are in my hall
The paper holds their folded faces to the floor
And every day the paper boy brings more”

...Esse pedaço tem uma interpretação um pouco mais dificil também.. Nota-se que há uma relação de adição no segundo verso em relação ao primeiro, e que há outra relação de adição no quarto verso em relação com o terceiro. Portanto, pode-se concluir que o 1° verso está ligado com o 3° verso e que o 2° verso está ligado ao 4° verso, ou seja: quanto mais jornais, mais lunáticos estão na entrada de sua casa (Hall). Com isso, pode-se concluir que os políticos, criminosos, artistas e cientistas é que são os lunáticos!

“And if the dam breaks open many years too soon
And if there is no room upon the hill
And if your head explodes with dark forbodings too
I’ll see you on the dark side of the moon”

Aqui, a música nos fala que a loucura pode vir a tona em qualquer idade, sem qualquer aviso. E também nos sugere que a realidade vivida/sentida pelos loucos é diferente da que conhecemos. CUMAQEH? “ I’ll see you on the dark side of the moon” Para quem ainda não sabe, o lado escuro da lua é um local onde para quem está da terra é impossível de se ver, é totalmente desconhecido para nós e que, inclusive, envolve muitos mistérios e mitos

“The lunatic is in my head
The lunatic is in my head
You raise the blade, you make the change
you re-arrange me ‘till I’m sane

You lock the door
And throw away the key
There’s someone in my head but it’s not me”


Aqui, o homem,já louco, está sendo forçado a realizar fazer uma cirurgia “Blade” para tentar reverter o estado mental… Mas essa cirurgia acaba com a pouca saúde mental dele. Cura a sua insanidade, no entanto, tira-lhe toda a sua memória e sua personalidade(“There’s someone in my head but it’s not me”) e será para sempre! (You lock the door / And throw away the key)

“And if the cloud bursts, thunder in your ear
You shout and no one seems to hear”

Aqui é que mesmo que você tente gritar para pararem, pra deixar como está, nínguem irá ouví-lo, afinal, você é considerado apenas como louco.

“And if the band you’re in starts playing different tunes
I’ll see you on the dark side of the moon.”

Aqui vem novamente a ironia.. Dessa vez, Waters ironiza o amigo Barrett, ex-membro do grupo, que saiu pouco tempo antes de lançarem esse álbum.

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Nossa! Finalmente chegamos na última música do álbum!  A décima música é a “Eclipse”. Aqui, como o título já sugere, estamos na escuridão, na tristeza. Como a primeira música do álbum falava de um feto até o seu nascimento, a última música falará da morte.

“All that you touch
And all that you see
All that you taste
All you feel
And all that you love
And all that you hate
All you distrust
All you save
And all that you give
And all that you deal
And all that you buy
beg, borrow or steal
And all you create
And all you destroy
And all that you do
And all that you say
And all that you eat
And everyone you meet
And all that you slight
And everyone you fight
And all that is now
And all that is gone
And all that’s to come
and everything under the sun is in tune
but the sun is eclipsed by the moon.

[There is no dark side of the moon really. Matter of fact it’s all dark.]”

Acabei pegando a letra inteira dessa vez, já que é relativamente simples de compreender. Aqui, a música faz um retrospecto de todo o álbum(e, consequentemente, da vida), começa com os sentidos (tocar, ver,provar) de breathe,  passando pela juventude(amar,duvidar,odiar), pela fase mercenária de “money” e pela briga/guerras de “us and them”, até chegar na morte do indivíduo, que é transmitida através das batidas de coração, as mesmas de “breathe”, mas, dessa vez, as batidas vão desacelerando até, finalmente, pararem. A morte finalmente chegou.

Essa última música também carrega algumas curiosidades.. a fala ” [There is no dark side of the moon really. Matter of fact it’s all dark.]” foi criada e gravada pelo porteiro do estúdio onde estava sendo gravado o álbum…  Que, adotando o “dark side of the moon” como sendo uma metáfora para o lado misterioso/desconhecido que todo homem carrega, nos permite interpretar que nós, na verdade, vivemos em uma mentira, acreditamos que conhecemos o ‘lado claro da lua’, mas não. Estamos enganados. Toda a vida é um mistério que ainda desconhecemos.

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→ MEU DEUS! Esse post ficou comprido heyn? Se vocês acham que demorou muito pra ler, imagine para escrever! Levei, no mínimo, 10 horas para escrever e mais 1hora pra revisar o texto… Bem, eu JURO que eu ainda resumi muito a análise da obra… Muita coisa não era tão importante, outras de difícil compreensão… Ou seja, resumi o texto com uma análise das coisas legais do álbum.. Mas, para quem gostou do artigo e quer saber mais, você ainda pode pesquisar na net sobre o resto.. tem bastante coisa..

Acredito que o texto esteja de fácil compreensão… qualquer dúvida é só perguntar com um comentário que eu respondo…

Ah! Vou colocar em ordem as músicas do álbum de acordo com a minha preferência:

The Great Gig in the Sky > Us and them > Breathe > Time > Money > Eclipse> Brain Damage > Any color you like > On the run > Speak to me

Todas são incríveis (menos a “Speak to me” que é introdutória e é parada).. Aconselho que vocês baixem o álbum inteiro.. E, para quem quiser, eu tenho esse álbum gravado em FLAC 16bit( stereo) e FLAC 24bit (5 canais).. Cada música no stereo varia entre 20mb e 50mb, já no de 5canais, cada música varia de 80 a 310mb… É só me pedir que eu mando. Qualidade incrível.

Sobre as fontes.. Bem.. Eu usei váááááááários sites e também interpretações próprias… Vai ser meio inviável colocar a fonte de todos os sites usados aqui.. Até porque nem lembro de todos… Mas se você é dono de algum site que eu tirei algum conteúdo e quer que eu coloque aa fonte, é só entrar em contato por e-mail.. 😉

Já adiantando o próximo post sobre esse álbum: Irei comentar sobre o “mistério” desse álbum com o filme “O mágico de oz” de 1939. Um resumo rápido: Se você colocar esse álbum pra tocar junto com o filme, você irá perceber esse as músicas foram feitas para encaixar com as cenas do filme.. Exemplo: Quando em “Eclipse” você ouve as batidas do coração, no filme a Dorothy está tentando ouvir o coração do Homem de lata. Outro exemplo: Durante o filme, vai aparecer uma bruxa toda de preto, e nessa mesma hora, a música vai gritar “black”… E tem muitos outros exemplos que irei deixar para o próximo post… Isso foi apenas para vocês perceberem a grandiosidade/engenhosidade desse álbum.. e a genialidade dos membros da banda..

Agora me fale, atualmente, existe alguma banda que quer ter um trabalho desses, fazer um álbum tão misterioso sem deixar de ter um instrumental incrível e letras tão geniais? Existe nada.. pelo contrário.. Os instrumentais e as letras de hoje são até piores…

Bem.. Pra fechar com chave de ouro:

The time has gone, the ‘post’ is over, thought I’d something more to say…

O início…

Bem.. Tudo tem um começo e um fim. Esse blog não pode ser diferente, portanto.

Hoje é o início do blog que em algum dia terá um fim. Vamos começar como a maioria das outras pessoas normais fazem com os seus blog’s.. Irei me apresentar e falar um pouco sobre o blog..

Felizmente, ou infelizmente, a maioria das pessoas que vão ler esse blog já me conhecem, já que esse blog será destinado à um pequeno grupo de pessoas, não necessariamente amigos. Portanto, posso me apresentar de forma bem rápida…

Como sabem, esse ano será um ano corrido para mim, farei cursinho em período integral e tenho que passar em alguma universidade federal ano que vem. Por conta disso, meu tempo esse ano será escasso.

Ok.. Mas eu já não fazia muita coisa antes mesmo… Bem.. então as mudanças não serão tão grandes assim… Apenas menos tempo para coçar o saco..  Mas garanto que reservarei um tempo para fazer algumas atualizações no blog toda semana, não que alguém vá se importar com isso, mas.. eu me importo.

Quero falar de tudo no blog, desde uma música que eu goste muito, um filme ou uma placa estranha que eu vi na rua, nada me impedirá de postar qualquer assunto… Mas é bom já avisar que como meu estado emocional é bem instável, pode ser que em algum dia eu faça post’s bem emotivos e em outros bem agressivos… mas, como vocês me conhecem, já devem saber disso..

Também pode ser que os post’s sejam um lixo, não sei. Confesso que nunca tive muita sorte com blog’s nem com nada que já escrevi, mesmo gostando muito de escrever.. Só o tempo vai dizer se o blog vai ser bom ou não…

Sendo ruim ou bom, na verdade, quase não me importo. Esse blog tem um fim voltado mais para mim mesmo do que para os outros(vocês). Não que eu esteja menosprezando vocês, eu apenas não quero pensar em mais críticas, já tenho uma lista tão grande do que tenho que melhorar e tenho tão pouco tempo para isso… E é sozinho que terei de fazer, sem a ajuda de mais ninguém.

Daqui uns anos, se o blog continuar, esses post’s iniciais serão como uma ‘cápsula do tempo’ e poderemos ver se esse blog foi apenas um passa tempo, um hobby, ou se realmente atingiu o objetivo e me fez mudar, pra melhor, em alguma coisa. Mas, agora, nada podemos fazer, apenas escrever, ler e esperar.

Meu primeiro post vai terminando por aqui mesmo, queria escrever muito mais, mas irei deixar mais assuntos pros próximos post’s.. até por que quase não tenho muito o que falar…

E nessa semana, provavelmente, teremos muitos post’s, já que é a última semana que tenho de férias… vamos ver a meléca que vai ser…

Abraços.